Quatro petroleiros pegam fogo no Estreito de Ormuz após colisão com minas
As Forças Armadas iranianas afirmaram nesta quinta-feira (29) que quatro petroleiros pegaram fogo após colidirem com minas no Estreito de Ormuz, enquanto Washington assegurou ter removido grande parte desses artefatos.
Três navios "infratores explodiram e pegaram fogo após colidirem com minas quando tentavam transitar pela rota não autorizada ao sul do estreito", declarou inicialmente a Guarda Revolucionária, poderosa força militar do Irã, em um comunicado.
Segundo a Guarda Revolucionária, os navios haviam "desligado seus radares e sistemas de navegação" e ignorado os avisos. A força também afirmou ter apreendido um drone de reconhecimento americano na região.
A origem da carga e as bandeiras dos navios não foram especificadas.
A agência marítima britânica UKMTO havia informado mais cedo sobre um navio em chamas no estreito, em frente à costa de Omã, embora não se soubesse, até então, se ele era um dos três petroleiros mencionados pela Guarda Revolucionária.
"Desconhece-se a situação da tripulação. Por enquanto, não há avaliação dos danos nem relatório sobre o impacto ambiental", informou a agência.
Posteriormente, o Exército iraniano anunciou que outro petroleiro havia sido atingido.
O navio, "que operava ilegalmente em uma zona restrita e perigosa (...), foi danificado e pegou fogo após colidir com minas navais", afirmou em um comunicado divulgado pela televisão estatal.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a República Islâmica restringiu severamente o tráfego nessa via marítima estratégica, por onde antes circulava um quinto do consumo mundial de petróleo e gás.
Os Estados Unidos responderam impondo um bloqueio aos portos iranianos.
As Forças Armadas iranianas acusaram repetidamente o Exército americano de incentivar os navios a utilizar um corredor meridional próximo à costa de Omã, que Teerã considera não autorizado.
"A Marinha da Guarda Revolucionária declara que a rota não autorizada através do Estreito de Ormuz está minada e que os proprietários dos navios e as tripulações são responsáveis por transitar por essas rotas", indicou o comunicado.
M. Taylor--BTZ