Chefe da UE pede resposta comum para 'reforçar fronteiras' após crise em Ceuta
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu nesta segunda-feira (3) uma resposta comum da Europa para reforçar o controle das fronteiras do bloco após a crise migratória registrada em Ceuta e as tensões diplomáticas geradas entre vários países europeus.
"O ocorrido demonstra claramente a necessidade de reforçar as fronteiras nos pontos mais sensíveis" escreveu Von der Leyen em uma carta dirigida ao presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Entre as medidas planejadas, citou uma "maior vigilância e, quando necessário, a instalação de barreiras físicas".
A chefe do Executivo espanhol destacou, contudo, que "a proteção das fronteiras externas da UE constitui uma responsabilidade compartilhada" pelos 27 Estados-membros.
A chegada maciça de migrantes a Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África, provocou um intenso debate no bloco.
As imagens de milhares de pessoas entrando a partir do Marrocos levaram alguns países, incluindo Itália e Dinamarca, a pedir que a Espanha fosse suspensa do Espaço Schengen, a zona de livre circulação compartilhada entre a maioria dos países europeus.
O governo espanhol classificou a atitude como "egoísta" e solicitou uma reunião dos ministros do Interior da UE. O encontro está previsto para acontecer por meio de videoconferência na terça-feira (4).
A reunião permitirá "tirar lições" do ocorrido em Ceuta e trabalhar em uma "resposta europeia comum" diante dos desafios relacionados à imigração irregular, afirmou Von der Leyen.
S. Soerensen--BTZ