Governo confirma recrutamento de panamenhos para guerra na Ucrânia
O governo do Panamá confirmou nesta sexta-feira (24) que cidadãos do país foram recrutados para a guerra entre Rússia e Ucrânia. A chancelaria panamenha havia informado ontem que investigava a presença de cidadãos do país no conflito, após denúncias de familiares.
O chanceler encarregado, Carlos Arturo Hoyos, disse hoje ao canal Telemetro que 15 panamenhos, dos quais um morreu e vários estão desaparecidos, foram contratados para participar da guerra.
"É uma pena", declarou o ministro panamenho da Presidência, Juan Carlos Orillac, o qual ressaltou que o assunto não tem relação com o governo federal nem com o presidente. "Não concordamos, participamos nem temos nenhuma intenção de que isso aconteça."
A chancelaria panamenha informou ontem que havia solicitado repetidamente informações às embaixadas da Rússia e da Ucrânia no Panamá, para apurar a situação dos cidadãos panamenhos recrutados. O governo também fez diligências nesses países por meio das sedes diplomáticas do Panamá na Rússia e na Polônia.
Segundo a chancelaria, que não mencionou a Ucrânia, as autoridades russas declararam que os contratos "assinados são de caráter voluntário e respondem a uma decisão individual" dos signatários.
Carlos Hoyos destacou que alguns dos panamenhos "sabiam exatamente" que estavam sendo recrutados para a guerra, enquanto outros foram enganados com promessas de trabalho como seguranças privados ou operários.
O conflito teve início em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, e já deixou milhares de mortos.
P. Rasmussen--BTZ