Multidão comemora em Madri classificação da Espanha para final da Copa do Mundo
Gritos de alegria e buzinas de carros ecoaram por Madri nesta terça-feira (14), enquanto os espanhóis celebravam a vitória de sua seleção por 2 a 0 sobre a França em Dallas, nos Estados Unidos, um triunfo que os coloca mais perto do bicampeonato mundial.
"Estou muito feliz e muito orgulhoso da seleção", disse à AFP o eufórico Jaime Sanchez, de 19 anos, em meio a milhares de torcedores que deixavam a 'fan zone' oficial no centro de Madri.
"Ninguém apostava em nós, mas conseguimos vencer a França, e vamos vencer quem quer que enfrentemos na final (Argentina ou Inglaterra)", disse o estudante.
Multidões de torcedores vestindo camisas da Espanha circulavam pelo centro de Madri, com bandeiras vermelhas e amarelas sobre os ombros ou pintadas nas bochechas. "Viva España!" e "Sou espanhol!", gritavam eles, registrando o momento nos celulares e dançando ao som de hinos populares dos estádios.
Impedidos de entrar na 'fan zone' da Plaza Colón, os torcedores ocuparam uma faixa de ônibus e se sentaram em gramados ou muretas, esticando o pescoço para tentar ver o telão. Outros se aglomeravam ao redor de bares e restaurantes lotados que transmitiam a partida, acompanhando o jogo da rua.
- À espera de Lamine -
Antes da partida, o entusiasmo se misturava à cautela em relação à França de Kylian Mbappé, especificamente quanto ao craque do Real Madrid, que despertava receio em muitos.
"Ele realmente me dá muito medo", admitiu Érika Barea, estudante de 17 anos.
No entanto, outros torcedores também apostavam no potencial da equipe comandada pelo técnico Luis de la Fuente.
"O ataque da Espanha também é muito bom, eu acho. No geral, acho que eles são um bom time, mesmo que não tenham grandes estrelas", disse à AFP Jaime Lopez, um estudante de música de 19 anos.
Lamine Yamal parecia destinado a ser o grande destaque da Espanha no torneio e sofreu o pênalti que abriu caminho para a vitória. Ainda assim, não conseguiu marcar, mais uma vez, e soma apenas um gol na Copa até o momento.
"Ele parecia um pouco lento hoje, mas tudo bem. Sempre que se entra em campo para uma partida como essa, o ânimo se eleva. Mas também há muita pressão sobre ele. E ele é muito jovem", disse Celia Vázquez, uma funcionária administrativa de 50 anos que havia viajado de Barcelona.
A Espanha havia disputado apenas uma semifinal de Copa do Mundo em sua história, vencendo a Alemanha 16 anos atrás, no Mundial de 2010 na África do Sul, um prelúdio para a final que venceram contra os Países Baixos com um gol de Andrés Iniesta nos últimos minutos da prorrogação.
A final de domingo, contra a Argentina de Lionel Messi ou a Inglaterra de Harry Kane, também começará às 21h no horário da Espanha (16h de Brasília). Muitos já faziam planos para vivenciar outra partida histórica, sem interromper as comemorações pela vitória na semifinal, em uma noite de verão espanhol escaldante que prometia ser longa.
P. Hansen--BTZ