Iêmen bombardeia aeroporto de Sanaa e huthis ameaçam com represálias
O governo iemenita reconhecido internacionalmente afirmou, nesta segunda-feira (13), ter atacado o aeroporto da capital, Sanaa, controlado pelos rebeldes huthis, na maior escalada de violência entre ambos os lados em anos.
O governo declarou que queria impedir que um avião iraniano pousasse na capital, após não conseguir convencer uma delegação huthi, que viajou a Teerã para o funeral do líder supremo iraniano, a embarcar em outro voo.
O porta-voz militar huthi, Yahya Saree, acusou a Arábia Saudita, que apoia o governo, de "pôr fim à fase de desescalada" e advertiu que "essa agressão não ficará sem resposta nem sem punição".
O ataque ameaça romper a trégua mantida desde 2022 e ocorre em um momento de crescentes tensões na região.
Os huthis estão em guerra com o governo do Iêmen desde 2014, em um conflito que já deixou centenas de milhares de mortos e desencadeou uma grave crise humanitária.
Os rebeldes controlam a capital, Sanaa, e grande parte do norte, incluindo a maioria das áreas povoadas, enquanto o governo reconhecido internacionalmente controla boa parte do sul.
D. Meier--BTZ