México pressiona redes sociais a remover conteúdo que incite à violência
O governo do México deu nesta quarta-feira (14) um prazo de um mês a redes sociais para começarem a remover conteúdo que incite à violência, segundo um decreto assinado pela presidente Claudia Sheinbaum.
A medida, com a qual as plataformas concordaram, foi anunciada após episódios de violência dentro de escolas. "Em um mês, elas têm que ter ajustados seus algoritmos, sistemas, para que retirem de suas plataformas qualquer conteúdo de violência relacionado às contas de meninos, meninas e adolescentes", disse Claudia após assinar a medida.
Meta, TikTok, X, Apple e Microsoft são as empresas convocadas a cumprir essas restrições. Caso não o façam, afirmou a presidente, será apresentada uma lei que preveja sanções.
"Não estamos proibindo as redes sociais. Não queremos censurar, não se trata disso", disse Claudia ontem, durante uma conversa ao vivo com jovens via TikTok e Instagram, onde ela recebeu comentários e respondeu a perguntas.
Dias atrás, o governo anunciou que preparava o decreto, depois que dois ex-alunos de 18 anos mataram uma vice-diretora e deixaram três pessoas feridas em um ataque com armas brancas em uma escola na cidade de Torreón.
Nesse caso e em outro foram encontradas "semelhanças" relacionadas com "um comportamento vinculado à comunicação através de redes sociais", assegurou Claudia.
Com o novo decreto, fica proibido às plataformas digitais permitir que menores acessem "imagens e vídeos que gerem ou promovam violência no ambiente escolar, abuso, suicídio, automutilação, cyberbullying e discursos de ódio". As redes sociais terão que alertar as autoridades "quando identificarem conteúdo que atente contra a vida".
Durante a transmissão, a presidente também refutou declarações da jornalista Anabel Hernández, autora de livros populares sobre os cartéis mexicanos, que afirmou que Claudia é usuária de maconha.
L. Pchartschoy--BTZ