Mulher que acusa Russell Brand de estupro diz que ator se comportou como "um monstro"
Uma das seis mulheres que acusam o ator britânico Russell Brand de estupro e agressão sexual afirmou, nesta quinta-feira (15), em um tribunal de Londres, que ele se comportou "como um monstro".
O júri ouviu o depoimento de uma mulher que acusa Brand de tê-la estuprado em Bournemouth, no sul da Inglaterra, em 1999, quando o ator participava de uma peça de teatro durante a conferência do Partido Trabalhista.
A mulher prestou depoimento atrás de um divisória para não ser vista nem pela imprensa, nem pelo acusado.
"Ele me estuprou", afirmou diante do tribunal, depois que o advogado de defesa de Brand, Ian Winter, sugeriu que ela havia consentido na relação sexual.
"Eu disse que não, que não queria ter relações sexuais. Eu não queria o pênis sujo dele dentro de mim. Eu valorizo meu corpo", declarou, com a voz embargada e à beira das lágrimas.
Brand, de 51 anos, ex-marido da cantora Katy Perry, responde a três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor contra seis mulheres, por fatos ocorridos entre 1999 e 2009.
A primeira denunciante a depor relatou que havia conversado com Brand durante seu espetáculo e que, depois, ele a convidou para continuar falando sobre um projeto teatral em seu quarto de hotel.
"Eu achava que estava segura (...) Acreditava que ele era gay. Esse foi meu erro de julgamento e me arrependo disso até hoje", afirmou a mulher. "Eu não dei meu consentimento e não o achava atraente", acrescentou.
O julgamento de Brand começou na última segunda-feira. Na quarta, a acusação o descreveu como um "predador sexual", que agia de maneira "impiedosa" e "manipuladora".
O júri do tribunal de Southwark, em Londres, ouvirá os depoimentos das seis mulheres que denunciaram os supostos crimes, ocorridos entre 1999 e 2009, período em que Brand começava a alcançar a fama.
Brand, que mora na Flórida, está em liberdade sob fiança.
Transformado em uma estrela das redes sociais, Brand costuma expressar teorias da conspiração. Ele tem 4,9 milhões de seguidores no Instagram, 6,6 milhões no YouTube e 10,1 milhões no X.
Em 2024, anunciou que havia sido batizado no rio Tâmisa e, desde então, tem reiterado o quanto sua fé cristã o transformou.
Brand também declarou apoio a Donald Trump.
A mulher contou à polícia que decidiu denunciar os fatos depois de assistir a um documentário da televisão britânica sobre Brand, exibido em 2023.
O juiz Joel Bennathan informou ao júri que as seis mulheres envolvidas no caso procuraram a polícia depois de assistirem ao documentário.
A vítima explicou ao tribunal por que não apresentou queixa anteriormente.
"Naquela época não queria que ninguém soubesse. Sentia vergonha, achava que ninguém acreditaria em mim", afirmou.
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L. Pchartschoy--BTZ