Novo premiê britânico expressa a Trump seu 'compromisso com a defesa'
O novo primeiro-ministro trabalhista britânico, Andy Burnham, que assumiu o cargo nesta segunda-feira (20), ressaltou o seu "compromisso com a defesa e a segurança" em seu primeiro telefonema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Burnham "afirmou que garantir a segurança do Reino Unido e de seus aliados está em primeiro lugar em sua agenda", afirmou um porta-voz do chefe de governo britânico, acrescentando que convidou Trump para visitar Manchester, cidade da qual foi prefeito entre 2017 e 2026.
O novo líder trabalhista de 56 anos também prometeu em seu discurso, após assumir o cargo, um "plano de dez anos" para recolocar o Reino Unido no rumo certo, acrescentando que o país precisa "recuperar sua estabilidade".
Ao chegar à residência oficial do primeiro-ministro britânico, no número 10 de Downing Street, em Londres, o novo premiê afirmou que este plano incluirá, entre outras medidas, uma reforma do sistema educacional, a reindustrialização, a construção de moradias populares e o compromisso de "erradicar o fenômeno das pessoas em situação de rua" no país.
Burnham, que assume o cargo após a renúncia, há quase um mês, de seu correligionário e antecessor no governo, Keir Starmer, prometeu agir "agora para oferecer algum alívio às pessoas e ajudá-las a enfrentar o custo de vida".
Ele anunciou, ainda, apoio "de 100%" ao presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em seu conflito com a Rússia, assim como Starmer.
- Reações na Europa -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que espera trabalhar com Burnham para "fortalecer a parceria entre a União Europeia e o Reino Unido", enquanto o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o convidou a fazer uma visita a Berlim para celebrar "o vínculo profundo" entre os dois países.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também enviou suas felicitações e o instou a "dar um novo impulso à parceria entre o Reino Unido e a União Europeia".
Starmer anunciou sua renúncia em 22 de junho, menos de dois anos após sua vitória eleitoral, depois dos péssimos resultados nas pesquisas e da derrota sofrida pelo Partido Trabalhista nas eleições regionais e municipais de maio.
Os trabalhistas encerraram 14 anos de governos conservadores em 4 de julho de 2024, mas Starmer não conseguiu permanecer no cargo até o fim da legislatura, em 2029.
Burnham enfrentará uma agenda desafiadora e terá apenas três anos para deixar sua marca.
Pouco antes de chegar a Downing Street, o novo primeiro-ministro havia se reunido com o rei Charles III, que o encarregou de formar o novo governo.
- Mudanças no governo -
Rachel Reeves, que anunciou sua renúncia ao cargo de ministra das Finanças, será substituída por John Healey, que ocupou a pasta de Defesa até sua demissão do governo Starmer em junho, devido a uma divergência sobre um plano de investimento em defesa que considerava insuficiente "em um momento de crescentes ameaças".
A nomeação de Healey foi uma surpresa para a imprensa britânica, que cogitava o nome de Shabana Mahmood, conhecida por uma política rígida de imigração e que mantém seu posto como ministra do Interior.
Por sua vez, Ed Miliband, ministro de Energia no governo Starmer e ex-líder do Partido Trabalhista, foi nomeado titular da pasta de Relações Exteriores, em substituição a Yvette Cooper.
Nenhum outro candidato trabalhista se atreveu a enfrentá-lo, e ele chegou às eleições internas da semana passada com o apoio de 379 dos 403 parlamentares do partido na Câmara dos Comuns.
Starmer não conseguiu conquistar as bases trabalhistas e, durante seus dois anos no cargo, o partido perdeu apoio nas pesquisas, enquanto crescia a popularidade da legenda anti-imigração Reform UK.
Sétimo primeiro-ministro britânico em uma década, Andy Burnham se comprometeu na sexta-feira a "devolver a esperança" aos cidadãos do Reino Unido.
P. O'Kelly--BTZ