Brasil suspende importação de grãos de cacau da Costa do Marfim
O Brasil suspendeu a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial desse grão, devido a riscos fitossanitários.
O Ministério da Agricultura publicou nesta semana um decreto em que ordena a suspensão e cita o risco de pragas e doenças em grãos de cacau secos e fermentados da Costa do Marfim, cuja produção inclui "grãos de países vizinhos".
A suspensão permanecerá em vigor até o país africano garantir que seus carregamentos não contêm grãos de países vizinhos, "cujo status fitossanitário da cultura é desconhecido, e cuja exportação para o Brasil é de origem não autorizada".
A Confederação de Agricultura e Pecuária (CAG) considerou ontem a medida "fundamental para proteger a produção nacional do risco de ingresso de pragas e doenças no país, e para dar tranquilidade aos produtores rurais brasileiros".
O Brasil produziu cerca de 300 mil toneladas de cacau em 2024, segundo os dados mais recentes da agência nacional de estatística. O país importou da Costa do Marfim 42 mil toneladas de cacau cru e torrado em 2025.
A Costa do Marfim enfrenta dificuldades para vender sua produção de cacau devido a problemas de liquidez dos compradores e uma queda dos preços internacionais. Segundo o Banco Mundial, uma em cada cinco pessoas naquele país depende indiretamente do cacau para viver.
O. Karlsson--BTZ