Infantino garante que repescagem da Copa do Mundo de 2026 será disputada no México
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reafirmou nesta quarta-feira (25) que não está considerando transferir do México para outra localidade a repescagem da Copa do Mundo, apesar da recente onda de violência no país.
"Não, ninguém precisa mudar nada. Estamos em contato constante com a presidência mexicana e as autoridades. Temos plena confiança nas autoridades mexicanas, na presidente Claudia Sheinbaum e sua equipe, e as apoiamos integralmente", disse Infantino a jornalistas no novo museu da Fifa em Miami, na Flórida.
"É claro que estamos monitorando a situação, mas temos plena confiança de que tudo correrá bem", insistiu o dirigente, que na terça-feira já havia manifestado sua "satisfação" em ter o México como um dos três países-sede da Copa do Mundo, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá.
Preocupações com a segurança no país latino-americano, especialmente na cidade anfitriã de Guadalajara (oeste), ressurgiram nos últimos dias devido aos incidentes violentos que se seguiram à morte do principal chefe do narcotráfico do México.
Dezenas de mortes, veículos incendiados, comércios fechados, bloqueios de estradas e um clima de terror paralisaram grande parte do país no domingo, em resposta à morte de Nemesio Oseguera, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), durante uma operação militar.
O México, cujo governo insiste em que os torcedores terão "todas as garantias" de segurança na Copa do Mundo (11 de junho a 19 de julho), vai sediar antes um minitorneio para definir as duas últimas seleções participantes.
Bolívia, República Democrática do Congo, Iraque, Nova Caledônia, Jamaica e Suriname disputarão vagas na Copa do Mundo em Guadalajara e Monterrey, de 23 a 31 de março.
"Vivemos em um mundo onde as coisas acontecem, coisas boas e ruins, situações surgem. Não vivemos na lua. Vivemos aqui, então temos que encarar, temos que lidar com isso", disse Infantino sobre os incidentes, que se espalharam por 20 dos 32 estados mexicanos.
"O México é um país apaixonado por futebol, e os mexicanos — as autoridades, mas também o povo — farão todo o possível para garantir que a Copa do Mundo e a repescagem, que será disputada daqui a um mês, sejam uma festa do futebol", concluiu.
S. Sokolow--BTZ